Oficina 1

Rota de O Crime do Padre Amaro e o gosto pelo acto de ler

Este caminho pela Rota do padre Amaro será uma conversa.
Nada de ensinamentos. Porque os especialistas são os Professores-bibliotecários (PB). Teremos apenas reflexões conjuntas que espero virem a ser produtivas.
Trilharemos a Rota seguindo os belíssimos quadros da Sílvia Patrício e neles procuraremos encontrar uma relação entre as artes presentes, a literatura e a pintura, o papel do professor-biliotecário e a promoção do gosto de ler. Não só da promoção da leitura.
Porque o PB é aquele ou aquela que mais estimula para a leitura e pode apelar à congregação de vontades para o acto de ler.
O caminho para criar o gosto pela leitura, tal como uma rota, pode ser tortuoso e difícil. Por vezes incompleto. Muitas vezes de mais árdua interpretação, como num quadro. Porque a nossa vontade de que os outros leiam, pode esbarrar, e muitas vezes isso acontece, na outra, dificuldade, desencanto, vontade de não querer ler.
Então, como fazer para trazer os alunos para o gosto de ler? Para esse acto tão especial, quanto encantatório? Como faríamos para provocar o desejo pela leitura de O Crime do Padre Amaro? Caminhar pela rota seria suficiente?

Depois de 1.30 de caminhada, espero que nos juntemos numa sala, aconchegada, com um chávena de chá bem quente, caso o tempo cumpra o seu destino ou com uma limonada, se chegarmos à conclusão de que ainda estamos no Verão.
E aí, cada um/a proporá uma metodologia, dará uma sugestão, acrescentará um ponto para que alunos ousem e gostem de ler O Crime do Padre Amaro. Tudo simples, simples, porque o que muitas vezes estraga a vontade de ler é a complicação.

Neste caminho, quem gosta de ler já está convertido. Mas como fazer para dar aos alunos a chave mais radical e mais bela para as suas aprendizagens?

Dinamizador: Fernando José Rodrigues
escritor (apenas porque foi um ávido leitor)


Oficina 2

Ler teatro

  1. Ler Teatro. Uma brevíssima história da leitura de textos dramáticos;
     
  2. Réplicas e didascálias;
     
  3. Construir um texto para Teatro é a melhor forma de o abrir à leitura – jogo de construção e representação de um texto.

Dinamizador: Luis Mourão


Oficina 3

"Literatura para TODOS"

Todos sabemos que a leitura é fundamentalmente um ato cognitivo, o que significa que a perceção que se tem da tarefa de ler e dos seus objetivos desempenha um papel determinante, pois é esta compreensão que vai tornar operacionais e eficazes as outras competências.
Mas na verdade, nem todas as crianças conseguem aceder à leitura através do “livro normal” devido às suas diferentes capacidades. Nesse sentido é necessário proceder à adaptação/tradução dos referidos livros de modo a que todas os públicos possam ter acesso à leitura.
Neste Workshop pretendemos dar a conhecer o conceito de livro multiformato  e algumas dicas para a construção dos mesmos.

Dinamizadores: Célia Sousa


Oficina 4

Avaliação interativa nas bibliotecas escolares

O projeto-piloto do CCEMS “Avaliação Interativa em Tempo Real” procura, em diferentes contextos escolares (nomeadamente nas bibliotecas), investigar metodologias que potenciem as TIC na implementação de uma avaliação das aprendizagens, com resultados imediatos e sem sobrecarregar os professores com tarefas fastidiosas de correção de testes, ou sujeitá-los às incertezas acerca da disponibilidade e fiabilidade da tecnologia.

Vamos numa primeira abordagem fazer uma apresentação sumária do projeto e propor a exploração pelos participantes de diferentes testes, em particular os relativos a temáticas relacionadas com as bibliotecas escolares (e.g. compreensão de textos, conhecimento de obras, etc.). Na aproximação ao tema, vamos debater e explorar as potencialidades destas tecnologias em atividades mais comuns das bibliotecas escolares (animação e promoção da leitura, debates, etc.) e da sua interação com os seus utilizadores (avaliação, interação, etc.)

Dinamizadores: Equipa do projeto CCEMS/CFRCA: António Rodrigues, Bruno Conde, Maria João Serrado, Rui Gaião e Teresa Vieira Santos


Oficina 5

Livro, uma ponte para o mundo

É nos livros que encontro as palavras que sabem nomear aquilo que vejo, sinto e penso. Os livros que carrego comigo são parte de mim, extensão do meu corpo e uma linguagem fiel.

Como mediadora de leitura procuro fazer a ponte entre o outro e o mundo através das inúmeras linguagens que os livros possibilitam. É um trabalho de soma. É um trabalho em espiral. É um trabalho em permanente construção.

Os contextos ajudam a definir o caminho mas não há receitas quando falamos em algo que vive da relação humana. Há disponibilidade para ser e ver onde vai dar.

Dinamizadores: Bru Junça