Oradores 2021

ORADORES

 

Dia 30 de outubro de 2021  |  10h30

ENQUADRAMENTO E CONTEXTO
 


Samuel Rama

Pensar por toques em movimento 
 

A linguagem da arte, considerando-a na sua escala universal e a partir da sua origem, é uma linguagem “muda”, ou seja, é a linguagem das rochas de que são feitos os pigmentos, da origem animal das cerdas dos pincéis, assim como toda a diversidade de meios e matérias utilizadas por cada artista na realização do seu trabalho.
Por outro lado, quem não tem palavras não tem pensamento. A linguagem verbal é incompatível com a linguagem muda das artes? É-se artista sem pensamento? É possível uma tradução entre linguagens? Como é que a linguagem verbal pode tocar no devir da arte?

 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         
                                                                                                                  

 

Samuel Rama

 

Pro-Presidente do Politécnico de Leiria, professor e artista plástico. A sua atividade incide sobre a pesquisa da relação entre os meios do desenho, escultura e fotografia com as noções de paisagem. Realizou diversas exposições individuais desde 2004 e desde 2003 expõe regularmente em exposições coletivas em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Brasil, em instituições como, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Centro de Arte Manuel de Brito, Circulo de Belas Artes de Madrid, Centro de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro) etc…Finalista nos prémios: IV International Expanded Painting Prize (2007), Museo de Bellas Artes de Castellón, Espanha, X Mostra Internacional UNION FENOSA (2008), Museo de Arte Contemporâneo União Fenosa, Coruña, Espanha. Está representado nos acervos do Centro de Arte Manuel de Brito, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia ou no MAR (Museu de Arte do RIO, Rio de Janeiro, Brasil), Fundação PLMJ, Fundação Bienal de Cerveira, Novo Banco entre outras instituições. 


 

 

Filipe Guimarães da Silva

 

Conhecer-Agir-Inspirar: reimaginar o papel das instituições de memória na mediação de uma cultura histórica, cívica e democrática

 

Sabemos hoje que a resiliência das comunidades, dos territórios e da democracia é fortalecida com a participação cultural das pessoas. As evidências científicas e os diagnósticos de políticas públicas referem ainda que as artes, o património e a cultura, de um modo geral, promovem um maior acesso ao conhecimento, funcionando como mecanismos de sensibilização, integração e coesão social e territorial.
 
Espaços de liberdade, criatividade e cidadania, as instituições de memória (arquivos, bibliotecas e museus) têm percorrido um longo caminho no sentido da democratização do acesso ao conhecimento e da democracia cultural, tomando como ponto de partida os contextos culturais e sociais dos territórios onde se inscrevem.
 
Para que servem as instituições de memória? Como podem promover uma cultura histórica, cívica e democrática a partir da cultura, da leitura e das artes? Como se mobilizam os territórios e as comunidades? Quais as literacias e competências a estimular?



 


 

Filipe Guimarães da Silva

 

Diretor Executivo da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, Filipe Guimarães da Silva é mestre História Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciado em Línguas e Relações Internacionais pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
 
Tem acompanhado e liderado equipas e projetos tanto ao nível da investigação como em contextos governamentais e de políticas públicas de ensino superior, de ciência e inovação. Entre 2015 e 2018 exerceu funções no Gabinete da Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do XXI Governo Constitucional, como Adjunto e Chefe do Gabinete.
 
Investigador do HTC-História, Territórios e Comunidades,  tem trabalhado e publicado nos domínios da História Económica e Social, da História da Indústria, da História da Revolução Portuguesa e da História Oral, tendo integrado diversos projetos de investigação.
 
É também Coordenador Executivo da Pós-Graduação em Gestão e Políticas de Ciência e Tecnologia e membro da equipa de coordenação do Programa Memória para Todos®.

 

                                                                                                                        

Susana Silvestre

Bibliotecas e bibliotecári@s fora de prazo?

 

Estarão as Bibliotecas e bibliotecários fora de prazo?
O mundo está a mudar. Surgem dúvidas, medos, inseguranças e angústias. Questionamo-nos a cada momento.
Será que a pandemia nos desafiou a valorizar mais o presente e a sonhar menos com o futuro? Estarão as pessoas menos crentes? 
Há palco para a criação coletiva numa sociedade cada vez mais egocêntrica? 
Que papel desempenham as bibliotecas na democracia? 
Estarão os bibliotecários preparados para trabalhar com a comunidade? 
Haverá espaço para a criação e promoção das artes nas bibliotecas? 
Poderão as bibliotecas servir de incubadoras para promover a criatividade nas comunidades?
Estas e outras perguntas para consumir de preferência a 30 de outubro de 2021

 



Susana Silvestre

 

Susana Silvestre é licenciada em Comunicação Social e Cultural, pela Universidade Católica Portuguesa e Mestre em Arquivos, Bibliotecas e Ciências da Informação, pela Universidade de Évora. Tem formação em “Cultura e Desenvolvimento Territorial” (Artemrede), “Empreendedorismo Cultural e Indústrias criativas”(ISCTE/Audax) e experiência na área de “Design Thinking, Visual Thinking and Service Design”. Tem certificação em Design Thinking pela IDEO, IBM e Acumen Academy.
É Chefe Divisão da Rede de Bibliotecas da Câmara Municipal de Lisboa desde 2010. Tem sobre a sua alçada a gestão de 18 equipamentos e de mais de 160 pessoas. É facilitadora de processos participativos/ colaborativos com equipas de trabalho e com munícipes, desde 2018.
Em 2019, a convite da UCCLA e do Instituto Camões, implementou um projeto de dinamização das Bibliotecas da Ilha de Moçambique, utilizando metodologias participativas.
É membro ativo do European Lighthouse Libraries group, desde jan. 2021. Uma rede de 30 bibliotecários da Europa.
É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura 2027.
Tem sido formadora e oradora (Ignites, Pitch, conferências tipo TED) em Portugal, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Dinamarca, Estados Unidos, Finlândia, Grécia, México, Moçambique.
É autora de artigos sobre Bibliotecas Públicas no século XXI, literacia emergente e familiar e processos participativos com as comunidades.




Dulce Correia


 

 

Licenciada em História, Pós-Graduada em Ciências Documentais pela Universidade de Coimbra e Pós-Graduada em Gestão Avançada de Recursos Humanos pelo ISLA-Leiria. Habilitada com o FORGEP - Programa de Formação em Gestão Pública, pelo INA.

No início de 2007, foi nomeada coordenadora do processo de integração dos serviços de Bibliotecas das várias Escolas Superiores do Instituto Politécnico de Leiria e, em Agosto do mesmo ano, nomeada Diretora dos Serviços de Documentação do mesmo Instituto.
De 1995 em diante tem participado em vários júris de concursos para recrutamento de recursos humanos e aquisição de bens e serviços.
Desde 1998, desempenhou funções docentes em cursos técnico-profissionais, de especialização tecnológica e de complemento de formação superior na área de Biblioteca e Documentação.
Em 2004 e 2007, foi membro da Assembleia de Representantes e do Conselho Diretivo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria como representante dos funcionários não docentes.
Em 2004, foi Coordenadora Local do 1º Curso de Técnicos Profissionais de BD de Leiria, da responsabilidade da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.
Foi membro do Conselho Diretivo Nacional da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas nos mandatos 2011-2013 e 2014-2016 e membro da Mesa da Assembleia Geral da mesma Associação no mandato 2017-2019.



 

Dia 02 de novembro de 2021  |  18h30 - 20h00

Arte e Escola1: Serviços Educativos de Museus

Painel


Susana Gomes da Silva





 

Susana Gomes da Silva

 

Programadora, mediadora cultural, professora e consultora na área de educação nos museus. Atualmente é responsável de educação e programadora educativa no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (cujo serviço educativo fundou em 2002), tendo sido nos últimos 5 anos Responsável de Programação Educativa do Museu Gulbenkian (Coleção Moderna e Coleção do Fundador).  É autora de várias publicações nacionais e internacionais. Presentemente leciona a cadeira de Mediação e Educação em Museus no mestrado de museologia da Universidade Nova de Lisboa. Gosta de pensar que é também uma espécie de parteira de serviços educativos, uma das tarefas que mais gosta de desempenhar.


Sara Cruz,  Vânia Carvalho e Mário Jorge Coelho

 

Museu de Leiria: entre os objetos e as palavras

 

O Museu de Leiria e em particular a sua equipa de Serviços Educativos tem como propósito estimular novos modos de divulgação dos seus conteúdos, em articulação e diálogo com as múltiplas expressões da criatividade e da imaginação humanas.
Num período de grande estimulação imagética e audiovisual, resolvemos voltar aos primórdios da comunicação e insistir na palavra, aproximando os variados públicos, criando atmosferas onde passado, presente e futuro se cruzam com o livro, com o conto e a poesia, e com a leitura, a escrita e a oralidade.
Deste modo, é para nós fundamental, comprometer os diferentes agentes culturais e artísticos em projetos que promovam a convivência entre a leitura, a escrita e os museus, qualquer que seja o seu tipo e área de interesse.
Assim, em anos recentes publicámos 4 livros infantojuvenis, numa coautoria com editora leiriense Barca do Inferno, abordando temáticas de importância para o património cultural, como o Menino do Lapedo, Leiria Medieval, o Castelo de Leiria, ou a arte do século XX em Leiria. Em dezembro próximo publicaremos um livro sobre Francisco Rodrigues Lobo, no ano que marca o centenário do seu desaparecimento.
Estes livros têm sido trabalhados pelos serviços educativos do Museu de Leiria, no próprio museu e noutros espaços intimamente relacionados com os relatos, como, a título de exemplo, aconteceu este ano no Dia do Livro Português no qual divulgamos a leitura do livro "Nós". Defronte da obra homónima de Lino António, pintada em 1923, escutamos a história baseada na obra e nas vivências de quatro ilustres artistas que deixaram a sua marca em Leiria: António Varela, Narciso Costa, Luís Fernandes e Lino António.
O livro sobre o Menino do Lapedo foi lido no próprio sítio arqueológico onde o esqueleto da criança foi descoberto, sendo que essa leitura foi gravada e retransmitida nos canais digitais. A partir da obra “O Menino do Lapedo” foi concebida pela Valdevinos Teatro de Marionetas uma nova peça de teatro, que tem vindo a ser exibida em vários locais em Portugal.
O Museu de Leiria reeditou, em 2018, as Aventuras do Boneco Rebelde, personagem histórica da BD portuguesa, na sequência de um complexo processo de incorporação de acervo da família leiriense Fernandes, e integrou-as numa coleção, com 5 volumes, que corresponde ao catálogo compósito da exposição temporária ReBelDes:  Sérgio Luís e Güy Manuel (abril 2017 a dezembro 2018). Publicaram-se as quatro aventuras individualizadas, correspondendo o quinto volume ao registo gráfico e enquadramento das obras expostas. O conjunto inclui caixa arquivadora e um lápis exclusivo do Boneco Rebelde.
Outra maneira de valorizar a palavra, a palavra falada, é a atividade de serviços educativos O Ponto do Conto, na qual o dramaturgo Luís Mourão, com o acompanhamento musical do grupo CaosArte, dá voz a contos da sua autoria e de outras tradições, clássicas ou menos convencionais, de diversas latitudes.
Tenta-se ainda que o conhecimento gerado por uma exposição, por natureza efémera, se perpetue na forma de livro. O Museu de Leiria tem feito esse esforço, que resultou na publicação de uma monografia sobre o próprio museu e de catálogos de acervo e de exposições temporárias tais como: “Coleção de pintura - Séculos XVI – XVIII”; “Nós e os Outro”; “Plasticidade – Uma História dos Plásticos em Portugal”; “Tamanho e Desenho” (no prelo).




 

 

Sara Luísa Pedrosa Marques da Cruz é licenciada em História, ramo científico, pela Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Lisboa (Portugal). Entre 2015 e 2019 colaborou como voluntária em múltiplos projetos culturais associados ao Museu de Leiria, ao Centro de Diálogo Intercultural de Leiria, o Centro de Interpretação do Abrigo do Lagar Velho. Entre 2017 e 2019 foi bolseira de investigação no projeto “O Triunfo da Baquelite - Contribuições para uma História dos Plásticos em Portugal”, financiado pela FCT, e desenvolvido no Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia da Universidade de Lisboa (CIUHCT / FCUL). Integra, desde junho de 2020, a equipa do Museu de Leiria, na Divisão de Ação Cultural, Museus e Turismo do Município de Leiria.
 
Vânia Cecília Marques Carvalho, licenciada em História, variante Arqueologia, é mestre em Evolução e Biologia Humanas e tem Diploma de Estudos Avançados em Turismo, Lazer e Cultura, pela Universidade de Coimbra.
Integra, desde agosto de 2006, a equipa do Município de Leiria, atualmente na Divisão de Ação Cultural, Museus e Turismo. Coordena o Centro de Diálogo Intercultural de Leiria, o Centro de Interpretação do Abrigo do Lagar Velho, no vale do Lapedo e o Museu de Leiria. É responsável científica por projetos de investigação arqueológica, entre os quais do Castelo de Leiria, Carta Arqueológica concelhia e codiretora do projeto EcoPLis - Ocupação Humana plistocénica nos Ecótonos do Rio Lis.
 
Mário Jorge Vinhais Dias Pires Coelho, licenciado em História, variante de História da Arte – Ramo Educacional desde 2001, lecionou em algumas escolas públicas do Norte e Centro de Portugal. No quadro de funcionários municipais de Leiria desde 2005, executou funções no m|i|mo - museu da imagem em movimento e no Museu de Leiria, onde executa funções como responsável pelas coleções e inventário de bens móveis. Colabora ainda na conceção, execução e produção literária de programação cultural, desde exposições temporárias a publicações promovidas pelo Município, no âmbito da sua formação específica em História de Arte. É ainda responsável pela elaboração e execução das propostas de Serviço Educativo, nomeadamente visitas guiadas de âmbito científico e oficinas pedagógicas, recorrendo à sua formação específica e experiência como professor em diferentes níveis de ensino.

 

 

Ana Moderno

 

O Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB), tutelado pelo Município da Batalha, tem como missão o estudo, a preservação, a valorização e a divulgação do Património desta região, apresentando um programa expositivo dinâmico e pedagógico, que envolve toda a comunidade.
Assumindo o lema “O Museu de Todos”, o MCCB, pretende fomentar soluções inclusivas, com o objetivo de acolher todos os públicos.
Nesta apresentação são partilhados alguns projetos desenvolvidos pelo MCCB na área educativa, tais como o programa “Heróis do Museu”, as atividades de descoberta e sensibilização sensorial ou os projetos de parceria que contemplam visitas guiadas, conduzidas por personagens aos monumentos Património da Humanidade do Centro.


 


Ana Moderno

 


conservadora de museus, desde 2005, no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha.
Formada em Comunicação Cultural, Museologia e Intervenção e Animação Artísticas, exerce a sua atividade profissional como
Ana Moderno nasceu em 1977, no concelho de Pombal.

Integra, paralelamente, projetos como “Contos ao Pôr do Sol”, através d’O Nariz – Teatro de Grupo, em Leiria e o coletivo editorial Minimalista.
 


Moderação: 

Genoveva Oliveira
 

Mestre em História Regional e Local, tem Doutoramento em História de Arte e Museologia. É docente de História de Arte. É curadora independente, colaborando com diferentes instituições em Portugal e estrangeiro.


 

Dia 04 de novembro de 2021  |  18h30 - 20h00

Arte e Escola2:
Plano Nacional das Artes

Painel






 

Maria João Tudela

 

Maria João dos Santos Sampaio e Castro Tudela, 55 anos, natural de Angola, cidade de Moçamedes, residente em Parede é Licenciada em Pintura, pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e com profissionalização em serviço na área da Docência, pela Faculdade de Psicologia de Lisboa.
É professora do quadro do grupo: 600, Artes Visuais desde 1997, atualmente no Agrupamento de Escolas Ibn Mucana em Alcabideche, concelho de Cascais, onde tem sido professora de Desenho A e História da Cultura e das Artes.
Em setembro de 2019, iniciou funções de Coordenadora Intermunicipal do Plano Nacional das Artes onde se encontra em mobilidade até à data.




 

Elisa Oliveira

 






Elisa Oliveira nasceu em Coimbra em 1977. Cresceu e estudou na Marinha Grande, terra que lhe ensinou muitos valores fundamentais para a sua vida.
Licenciada em Sociologia pela Universidade da Beira Interior em 1999, ano que realizou um trabalho de investigação sobre mulheres de etnia cigana em meio prisional que lhe valeu a publicação do livro “Mulheres ciganas e não ciganas: reclusão no feminino”.
Fez dança, teatro, pintura porque é na arte que exprime a sua humanidade.
Adora histórias, ler e escrever e, considera-se uma apaixonada pelas diferentes personalidades, sejam elas personagens de livros ou da vida real.
Atualmente vive em Leiria e é mãe de dois filhos.
A sua vocação sempre foi a causa pública e a participação cívica, desde muito cedo, em grupos de voluntariado jovem.
Trabalha no Município de Leiria desde 2000. Em 2010 assume funções na Divisão de Educação onde coordena os projetos educativos e é interlocutora do Município no Plano Nacional das Artes concelhio.

 

 

 

                                                                        Informação em página específica dedicada às Oficinas

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